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Parte I: O que fazer quando achar o animal intoxicado?

Você chega em casa, depois de trabalhar que o dia inteiro..encontra seu caozinho convulsionando e babando do lado de um vidro vazio de desinfetante (ou seja lá o que for). Pegue o rótulo do produto e ligue para o seu veterinário ou para o CCI (centro de controle de intoxicações) – o número fica ali mesmo no rótulo do produto.

Parte II: O que intoxicou seu animal?

Você viu o seu peludinho ingerindo um agente tóxico? O que foi? Nessa hora, lembre-se: não importa o que o seu cachorro ingeriu. Fale sempre a verdade para o veterinário! Sabe aquela coisa de veritas vos liberabit? Pois é. O veterinário não te julga nem ri da sua cara! Fale sempre a verdade! Tenha sempre o rótulo do produto à mão quando ligar para o veterinário.

Parte III: Quanto do produto foi ingerido?

A intoxicação por produtos químicos é o que a gente chama de “dose-dependente”. Quanto maior a quantidade ingerida pior a situação. Se possível diga ao veterinário qual foi a quantidade ingerida.

Parte IVa: Procedimentos de emergência na ingestão

O primeiro procedimento, que você mesmo pode fazer em casa é induzir o vômito. Pra isso você pode utilizar:

- Água oxigenada 3 vol. na dose de 1 a 3ml por cada kg de peso do animal: A água oxigenada provoca distensão da mucosa gástrica e, consequentemente vômito. 


- Sal  ou água morna com bastante sal: Tanto faz admnistrar agua morna (morna, pelamor! Não vai me enfiar água fervente goela abaixo e queimar o cachorro!) ou colocar sal na base da língua do animal. O sal provoca irritação da mucosa e…vomito!



- Xarope de Ipeca: Produto natureba utilizado pra induzir o vômito.


A indução de vômito só é eficaz se realizada até no máximo 1 hora depois da ingestão do toxicante e com muito cuidado na hora de se administrar os produtos liquidos. Use sempre a posição fisiológica do animal (como ele fica na hora de tomar agua), nada de virar o totó de barriga pra cima.


Parte IVb: procedimentos de emergência em casos de intoxicação sem ingestão

Falei muito de ingestão de produto químico. Mas alguns agentes são extremamente tóxicos quando inalados ou ao ter contato com a pele (inseticidas por exemplo). Neste caso você vai:
- Tirar o animal do ambiente contaminado
-  Lavar a região afetada com água corrente fria (A água quente causa dilatação dos vasos sanguíneos, que pode levar a distribuição mais rápida do toxicante no organismo. Água sempre fria! Por este mesmo motivo não fique massageando o animal. Só deixe a água escorrer.) Muito cuidado para não jogar o toxicante em áreas do corpo não afetadas! Em caso de animais muito peludos, pode ser recomendado cortar o pelo da região afetada. Deixar a agua corrente por uns 30 minutos
-  Se cair nos olhos, posicionar o animal em decúbito lateral (nossa forma chique de dizer  “deitar o cachorro de ladinho”) e lavar só o olho afetado, por 20 a 30 minutos.
-  Se a substância for oleosa, utilize sabão neutro ou detergente para quebrar as moléculas de gordura. Sempre neutro!

Parte V: Não provocar vômito se:

Algumas substâncias não devem ser expelidas por meio de vômito, pois podem lesar ainda mais a mucosa. Estas substâncias são:

- Agente corrosivos: soda cáustica e outros agente muito ácidos ou muito alcalinos
- Derivados de petróleo: querosene, gasolina, produtos a base de benzeno (pesticidas) e tolueno (tintas, vernizes, removedores), alcool e naftalina.

Parte VI: Levar o animal ao Veterinário mais próximo

Ou chamar o veterinário para estabilizar o animal em casa antes de transportar para o hospital, dependendo do estado do intoxicado. No hospital o animal vai ser estabilizado e, se necessário submetido a uma lavagem gástrica e desintoxicação por meio de fármacos e antídotos. Por isso é muito importante sabermos direitinho o que intoxicou o animal.

Parte VII: Internar e monitorar

“Meu cachorro tomou meio litro de querosene. Levei no hospital e o Dr. Fulano deixou no soro, fez lavagem gástrica, deu um tal de carvão ativado e em meia hora o Totó tava novinho! Posso levar pra casa?”

Não! O animal envenenado deve ficar em observação, pois alguns compostos químicos tem a propriedade sacana de se esconder no tecido adiposo e depois, quando você menos espera, voltar para a circulação e intoxicar o animal de novo. O animal só sai do hospital quando o veterinário mandar. E ponto final!

Parte final: preveniver, prevenir e……prevenir!

Como você viu, a abordagem do paciente envenenado não é fácil. Às vezes, mesmo com toda essa ginástica o paciente não sobrevive (e nem adianta culpar o veterinário!). O melhor modo de curar uma intoxicação é não deixar que ela aconteça. Não deixe produtos químicos ao alcance do seu pet, ao fazer a limpeza da casa com produtos quimicos, deixe seu amigo bem trancadinho num local seguro e nunca pulverize inseticidas perto dele. Ter um animal de estimação é como ter um bebê: todo cuidado é pouco!

Fonte: www.petdicas.com.br



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